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O mês de novembro tornou-se conhecido como o mês da saúde do homem devido a uma série de iniciativas conhecida como “Novembro Azul” que começou na Austrália em 2003. Desde então, uma série de estratégias tentam alertar a população masculina sobre a importância da prevenção e detecção precoce das doenças que mais os atingem.

No Brasil o “novembro azul” é marcado por campanhas sobre a prevenção e detecção precoce do câncer de próstata, o primeiro em incidência na população masculina. Embora não haja no país um programa de rastreamento para câncer de próstata nos mesmos moldes do câncer de colo uterino e do câncer de mama nas mulheres, é aconselhável que os homens acima dos cinquenta anos procurem um médico e façam exames de rotina.

Após a avaliação e de acordo com a orientação médicas pode haver indicação de uma consulta com urologista para exame da próstata e coleta do exame de PSA.

Além disso, outras doenças bastante prevalentes entre os homens como a hipertensão arterial e a diabetes mellitus também podem ser detectadas precocemente.

Então, aproveitem o mês de novembro e façam uma consulta ao seu médico.

Dr. Mixel Tenenbaum

Oncologista do CON


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Uma pesquisa do Instituto Cancer Research UK mostrou que mais de 2,5 mil casos de câncer poderiam ser evitados por semana com mudanças no estilo de vida. Enquanto o tabaco é frequentemente associado à doença, outros vilões alertam os pesquisadores, como a obesidade, que pode provocar 13 tipos diferentes de câncer.

Os casos relacionados ao excesso de peso aumentaram de 5,5% em 2011 para 6,3% em 2015, segundo levantamento do instituto britânico. No entanto, houve uma queda nos diagnósticos associados ao tabaco, creditada às campanhas antitabagismo que reduziram o número de fumantes.

Segundo a OMS, 13 em cada 100 casos de câncer no Brasil são atribuídos ao sobrepeso e à obesidade. Os dados se tornam ainda mais alarmantes quando associados ao fato de que mais da metade dos adultos brasileiros está acima do peso: o excesso de peso corporal na população adulta aumentou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016, conforme alerta divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer.

Dr. Tiago Pontes, oncologista do Grupo CON – Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão, sinaliza os principais tipos de câncer relacionados à obesidade: endometrial, rins, gástrico, cólon, reto, pâncreas e trato biliodigestivo, mama, adenocarcinoma de esôfago, ovário e mieloma múltiplo.

Os fatores que associam o excesso de peso à doença variam conforme o tipo de câncer. “Há relação entre câncer de pâncreas, obesidade e sedentarismo, por exemplo, e também entre esse tipo de câncer e a diabetes, que pode ser um fator de risco”, explica o médico. “A obesidade aumenta o risco de câncer colorretal em cerca de 30%, ao comparar obesos e pessoas com peso normal. Isso acontece devido ao aumento da resistência à insulina e aumento de IGF-1, ambos fatores que promovem inflamação”.

Ainda segundo o Dr. Tiago, outros quadros pressupõem a relação da obesidade com o câncer, como alterações de hormônios sexuais, ganho de peso excessivo na pós-menopausa, e aumento da resposta inflamatória induzida pela obesidade ou excesso de peso, que pode promover a multiplicação de células cancerígenas.

Segundo posicionamento divulgado pelo INCA no ano passado, 1 em cada 3 casos dos tipos de câncer mais comuns no Brasil poderiam ser prevenidos por meio da alimentação saudável, prática regular de atividade física e peso corporal adequado. O documento revela que a alimentação inadequada, em conjunto com consumo de bebida alcóolica, inatividade física, excesso de peso corporal e obesidade são responsáveis por 21% dos cânceres em mulheres e 22,4% em homens.

“É importante chamar a atenção da população para mudanças de hábito que podem prevenir doenças graves como o câncer. O excesso de peso é um bom exemplo disso, pois não tem uma associação tão evidente com o câncer como outros fatores, como o tabagismo”, finaliza o Dr. Tiago.

 



Julho é conhecido como o mês da conscientização do câncer de cabeça e pescoço. Com isso, com a contribuição do médico-oncologista do CON, Dr Bruno França, reunimos as informações mais relevantes sobre o tema. Confira:

As neoplasias malignas definidas como de cabeça e pescoço são aquelas que classicamente acometem a boca, a orofaringe, a nasofaringe, a cavidade nasal, a hipofaringe, a laringe, os seios paranasais e as glândulas salivares do indivíduo.

Os principais fatores que aumentam o risco de contração da doença são o tabagismo, o etilismo e a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). No caso específico do carcinoma de nasofaringe o vírus de Epstein Barr (EBV) também é um importante fator de risco.

Quando se trata de prevenção, bons hábitos já conhecidos são sempre recomendados. São eles: Não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, manter relações sexuais seguras, isto é, fazendo uso de preservativos e não tendo múltiplos parceiros.

Uma dieta rica em alimentos como legumes, verduras e frutas também pode ser descrita como preventiva ou protetora à ocorrência das neoplasias de cabeça e pescoço, desde que também acompanhada pelos hábitos saudáveis já descritos.

Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço não são muito específicos. Podem ser dores na boca ou na faringe (garganta), feridas ou aftas que não cicatrizam, feridas na boca ou no lábio com sangramento, rouquidão, sangramento nasal, obstrução nasal ou voz anasalada, surgimento de caroços ou de abaulamentos no pescoço. Reforçamos que qualquer diagnóstico deve ser feito por profissional especializado.

Segundo Dr Bruno França, o mais importante é uma avaliação minuciosa através do exame locorregional realizado pelo otorrinolaringologista ou pelo cirurgião de cabeça e pescoço, a partir do qual será realizado um método mais específico de exame ou até mesmo uma biópsia.

Embora a terapia-alvo e a imunoterapia moderna tenham sido incorporadas ao arsenal terapêutico, elas ainda promovem resultados modestos no cenário da doença avançada. Portanto, ainda necessitamos de novos agentes terapêuticos com mecanismos de ação diferentes ou de novas combinações de medicamentos.

Em relação ao Brasil, podemos ainda comentar como desafiante a questão de buscar diagnósticos mais precoces e consequentemente realizar um maior número de intervenções curativas, de menor custo e de menor morbidade ou sequela aos pacientes.

Recentemente tivemos importantes avanços como a incorporação do exame PET-TC para auxiliar na avaliação de resposta ao tratamento de pacientes acometidos por doenças extensas ou metastáticas, a cirurgia robótica que pode proporcionar maior qualidade ao cirurgião e ao paciente, a terapia alvo e a imunoterapia.

Caso tenha mais dúvidas ou queira realizar uma consulta, basta acessar https://con.com.br/agende-sua-consulta-clinicas/ ou entre em contato com a unidade mais próxima de você.


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Principal evento de oncologia no mundo trouxe novidades importantes para o tratamento de câncer de pulmão, mama e rim

No início de junho, aconteceu o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), com atualizações importantes para o tratamento de diversos tipos de câncer.

Os estudos para neoplasias de pulmão, mama e rim foram destaque no congresso, comprovando ganhos em sobrevida e qualidade de vida para os pacientes.

O Dr. Ivan Moreira Junior, oncologista e gerente médico do Grupo CON, aponta a imunoterapia como uma das protagonistas do ASCO 2018. “Os trabalhos apresentados no congresso consolidaram a imunoterapia como um tratamento cada vez mais relevante, principalmente para o câncer de pulmão não pequenas células, que representa aproximadamente 85% dos casos desse tipo de tumor. O volume de pacientes que se beneficiam dessa terapia é ainda maior do que imaginávamos”.

A imunoterapia traz benefícios quando trabalhada isoladamente em pacientes metastáticos, mas também quando associada à quimioterapia, melhorando o resultando do tratamento.

“Outro estudo atualizado no congresso diz respeito à combinação de dois medicamentos de imunoterapia, que também se mostrou positiva. Ou seja, é uma terapia que ganha cada vez mais espaço, principalmente na área do câncer de pulmão. Já temos dados comprovados de ganho em sobrevida, além de ser uma droga menos tóxica que a quimioterapia, fator fundamental para a qualidade de vida do paciente”, completa o Dr. Ivan.

Por outro lado, a desvantagem do tratamento são os altos custos envolvidos, como aponta o oncologista. “Já temos os medicamentos no Brasil, que inclusive são utilizados no CON, mas precisamos seguir o estudo à risca e aplicar a terapia nos casos em que o benefício é comprovado”, explica.

As atualizações demonstradas no ASCO devem ser validadas pela Anvisa antes de serem adotadas na prática médica, o que pode acontecer em poucos meses.

O câncer de mama também esteve em evidência no ASCO com o estudo Tailorx, que comprovou que um número menor de pacientes necessita de quimioterapia. A ferramenta utilizada foi um teste genômico para avaliar o risco de recidiva em pacientes após a cirurgia de retirada do tumor.

O resultado deste exame, chamado Oncotype DX, fornece uma classificação de risco que ajuda o oncologista na tomada de decisão quanto ao tratamento a ser utilizado. “Pacientes que não têm linfonodos comprometidos na axila são classificados em grupos de baixo, médio ou alto risco de recidiva. Até então, a quimioterapia era indicada para pacientes de médio e alto risco, mas já havia dúvidas em relação aos casos de risco intermediário.

O estudo comprovou que a quimioterapia não é necessária para grande parte dessas pacientes”, explica o Dr. Ivan. “Infelizmente o exame é pouco acessível devido aos custos. Ainda assim, é uma discussão relevante quando se pensa em qualidade de vida para o paciente, principalmente, mas também em termos de gastos evitados com sessões de quimioterapia que não precisariam ser feitas. Os planos de saúde podem levar esse aspecto em consideração”.

Por fim, o Dr. Ivan destaca ainda os estudos relacionados ao câncer de rim, que já tem como tratamento padrão a terapias alvo moleculares e imunoterapia.

“O que muda é a indicação para retirada do rim em casos metastáticos, uma prática que parecia aumentar a sobrevida do paciente. Com a adoção da terapia alvo molecular, passamos a questionar a necessidade dessa cirurgia em larga escala, já que o tratamento se mostrou muito eficaz.

O estudo apresentado no ASCO demonstrou que essa decisão deve ser avaliada individualmente. Conseguimos, com isso, reduzir muito a quantidade de cirurgias que não trarão benefícios para o paciente ”.

Segundo o médico, a importância desses estudos reside no potencial de mudança da prática médica, com benefícios reais para o paciente. A questão da acessibilidade ainda é um entrave, por conta dos altos custos.

No entanto, o uso da imunoterapia para câncer de pulmão já é uma realidade, assim como a terapia alvo molecular para câncer de rim, que dispensa a cirurgia na maioria dos casos.



O câncer de colorretal acomete o intestino grosso e o reto. É de extrema importância por se tratar de uma doença de alta prevalência. Segundo dados do INCA, foram 34.280 novos casos em 2016, sendo 16.660 em homens e 17.620 em mulheres. Foram 15.415 mortes pela doença no ano de 2013.

Apesar de sua alta prevalência e gravidade, é um tipo de câncer altamente tratável com boas chances de cura, se detectado em estágios mais precoces.

Uma dieta saudável com baixo teor de gordura é a principal prevenção da doença. Os principais fatores de risco para a doença, que é mais comum após os 45 anos, são: história familiar de câncer colorretal, obesidade, doenças inflamatórias do intestino e algumas síndromes genéticas (poliposes familiares).

Um dos grandes marcos para a melhora dos resultados do tratamento dessa doença foi a instituição de exames para rastreamento da doença, que permitiram um aumento considerável do número de pacientes diagnosticados precocemente.

Os exames utilizados para esse fim são pesquisa de sangue oculto nas fezes, retossigmoidoscopia e colonoscopia. Deve ser iniciado, a princípio, a partir dos 45 anos conforme nova recomendação da sociedade americana de câncer, entretanto, cada caso deve ser individualizado e orientado por um médico.

Como na grande maioria dos casos, quando ocorrem sintomas relacionadas à doença, isto normalmente significa um estágio mais avançado. Os sintomas que devem levar à possibilidade da doença são: mudança de hábito intestinal (diarreia e/ou prisão de ventre), desconforto abdominal, cólicas, sangramento nas fezes, sangramento pelo ânus e alterações na forma das fezes.

O diagnóstico da doença é confirmado por biópsia (exame realizado no fragmento da lesão suspeita).

Após realizado o diagnóstico serão feitos exames para avaliar a extensão da doença, o que chamamos de estadiamento. Neste, são realizados, além do exame físico, exames laboratoriais (dentre eles marcadores tumorais), exames de imagem (como tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética) e, se possível, uma colonoscopia com avaliação completa do intestino grosso (caso não tenha sido realizada previamente).

Após o estadiamento, definiremos baseado neste a melhor estratégia de tratamento.

Os principais métodos de tratamento para esta doença são a cirurgia, radioterapia e a quimioterapia. O momento em que cada um destes métodos será utilizado variará caso a caso, conforme decisão da equipe médica responsável.

As chances de cura da doença estão diretamente relacionadas ao estadiamento no momento do diagnóstico e no início do tratamento. Quanto mais espalhada a doença está, menor é a curabilidade desta neoplasia.

Por Dr. Ivan Moreira Jr, oncologista e gerente médico do Grupo CON



A mucosite é um processo inflamatório no tecido que reveste todo o trato gastrintestinal, chamado de mucosa, que vai da boca até o ânus.

Essa inflamação ocorre principalmente na boca, na garganta e no esôfago, durante os tratamentos de radioterapia e quimioterapia na região de cabeça e pescoço.

Leva a um desconforto intenso, diminuição da qualidade de vida provocada pela dor, comprometimento da mastigação, deglutição, diminuição da salivação e dificuldade de higienização.

A escala mais utilizada para medir a mucosite bucal é aquela da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela classifica a mucosite em quatro graus:

  • Grau 0: É aquele no qual não existem sinais ou sintomas.
  • Grau 1: A mucosa apresenta-se eritematosa e dolorida.
  • Grau 2: É caracterizado por úlceras, e o paciente alimenta-se normalmente.
  • Grau 3: O paciente apresenta úlceras e só consegue ingerir líquidos.
  • Grau 4: O paciente não consegue se alimentar.

Mesmo na presença da mucosite, é importante manter a alimentação, sendo necessário, às vezes, adaptar sua consistência à aceitação do paciente.

Como? Caso precise, inicie com uma dieta mais pastosa, com purês, vitaminas, sucos. Se mesmo assim não conseguir se alimentar, invista em sopas batidas na temperatura ambiente, vitaminas, sucos, chás gelados, e até chupar gelo de água filtrada ou água de coco.

Evite: alimentos ácidos, muito temperados (ex. pimenta, molho shoyu, mostarda), salgados, duros, crus, integrais e secos; bebidas como café, mate, refrigerante, bebidas alcoólicas.

Prefira: alimentos macios e de sua preferência, para facilitar a aceitação; Alimentos na temperatura ambiente ou frios; Alimentos como inhame, laranja lima, mamão e tomate podem ajudar na imunidade devido à presença de substâncias antioxidantes.

Mantenha sempre a higiene bucal e beba bastante líquido, principalmente água; 1,5 a 2L por dia. Fracione esse volume durante o dia em pequenas doses.


E atenção: é importante o acompanhamento regular com um(a) nutricionista.

Por Verônica Pessoa, nutricionista do Grupo CON, especializada em nutrição oncológica.


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