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O estômago é um órgão frequentemente acometido pelo câncer. Existem alguns tipos que podem acometer este órgão, sendo o adenocarcinoma o mais comum, responsável por cerca de 95% dos casos.

É mais comum em homens e ocorre mais comumente a partir dos 50 anos, sendo seu pico de incidência próximo aos 70 anos. Segundo dados do INCA, é o terceiro mais incidente em homens e o quinto mais incidente em mulheres.

No ano de 2016 foram 20.520, sendo 12.920 homens e 7.600 mulheres, com uma mortalidade estimada no ano de 2013 de 14.182 casos.

O câncer gástrico é uma doença geralmente silenciosa e com sintomas poucos específicos, o que dificulta muito o diagnóstico precoce da mesma. Os sintomas que geralmente ocorrem são perda de peso, saciedade precoce e vômitos após refeições.

Prevenção

Por este motivo, é muito importante prevenir esta doença, o que deve ser feito com as seguintes ações:

  • manter uma dieta balanceada (composta de vegetais e frutas),
  • evitar ou cessar o tabagismo
  • restringir o consumo do álcool

Existem algumas doenças que são predisponentes ao câncer de estômago e, portanto, devem ser tratadas o mais precocemente possível, como: anemia perniciosa, lesões pré-cancerosas (como gastrite atrófica e metaplasia intestinal), e infecções pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori).

Tratamento

Após o diagnóstico da doença, seu tratamento e prognóstico dependerão do estágio no qual a doença foi diagnosticada. Apesar do avanço nas terapias antineoplásicas, este continua sendo um câncer com mortalidade alta, o que mostra ainda mais a importância de ações preventivas.

Obrigado pela leitura.

Dr. Bruno Araújo França

Oncologista e Diretor Médico do Grupo CON


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O Grupo CON recebeu a certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), principal certificadora de qualidade em serviços de saúde no Brasil. A ONA é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos, que tem por objetivo promover a melhoria contínua dos serviços.

Para isso, avalia todos os processos do estabelecimento de saúde, com foco na segurança dos pacientes e qualidade do atendimento.

O processo de Acreditação é voluntário, ou seja, a organização, serviço ou programa de saúde manifesta seu interesse em ser avaliado. O CON realiza um trabalho multidisciplinar há mais de 20 anos, com unidades projetadas para a segurança, conforto e acolhimento do paciente oncológico e seus familiares.

O certificado de Acreditação é um reconhecimento desta trajetória, que une o que há de mais moderno em tecnologia médica a uma perspectiva humanizada do paciente.

A equipe do CON é formada por médicos especialistas em oncologia e hematologia, além de farmacêuticos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

Este acompanhamento conjunto é uma forma de cuidar integralmente do paciente, proporcionando ganhos significativos em qualidade de vida.

Um dos principais aspectos avaliados pela ONA é a segurança do paciente, conceito aplicado como prioridade no CON. Trata-se de um conjunto de ações voltadas à proteção do paciente contra riscos e incidentes que podem trazer danos à saúde.

A segurança do paciente envolve processos como identificação correta, segurança medicamentosa, redução de riscos de infecções e lesões, entre outros. No CON, foi criado o Núcleo de Segurança do Paciente para garantir a implantação de todos os recursos necessários. O Grupo investe ainda em educação continuada de toda a equipe e tecnologia de ponta.

O paciente em tratamento deve estar cercado de cuidados, e não apenas dentro da clínica. Este é o objetivo do acompanhamento multidisciplinar: oferecer transparência no atendimento e orientação completa, incluindo cuidados na higiene e alimentação, além de instruções para os familiares e acompanhantes.

Com isso, o CON reafirma sua missão de cuidar de pessoas de forma integral.



O Dia 8 de Abril é marcado, mundialmente, como o Dia de Combate ao Câncer. Com o objetivo de contribuir com a propagação da informação a respeito do tema, convidamos o Oncologista do Grupo CON, Dr. Tiago Pontes, para falara um pouco sobre os últimos avanços.

Tenha uma ótima leitura!

“O Câncer apresenta-se como um grande desafio para médicos e pacientes em todos os momentos do contato com essa doença. São estimados pelo Instituto Nacional do Câncer(INCA) e Ministério da Saúde a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de Câncer no Brasil em 20181.

Sabemos que fatores preventivos como: adotar uma dieta saudável, a prática de atividade física, evitar uso de bebidas alcoólicas e controle de peso são determinantes na prevenção de neoplasias malignas.

Por outro lado, tabagismo, etilismo e exposição solar imprudente, são fatores carcinógenos eminentemente ameaçadores.

Cabe ressaltar que o abandono do tabagismo reduz o risco de desenvolvimento de Câncer de Pulmão em 20 a 90% e que esse abandono promove uma queda progressiva a partir de 5 anos de manutenção da abstinência2.

A detecção do Câncer em estado inicial tem grandes taxas de sucesso conforme estudo epidemiológico do INCA3.

A Taxa de Sobrevida Global em cinco anos varia de 50 a 80% em diversas neoplasias malignas e pode atingir até 90% para Câncer de Próstata em estadio inicial4.

Sabe-se que o avanço da tecnologia com métodos de imagem como Mamografia 3D e  PET CT para neoplasias malignas são excepcionais no diagnóstico e acompanhamento do câncer. Do mesmo modo, destaca-se também o PET CT de PSMA para neoplasia maligna de próstata e o PET CT com 68Ga-dotatate para Tumores neuroendócrinos.

Assim, surgiram inúmeros métodos elaborados de diagnóstico nos últimos anos, porém é de fundamental importância a realização de exames de rastreio rotineiros tais como mamografia, colonoscopia, endoscopia digestiva alta e Papanicolaou.

Não se pode esquecer também das consultas com as diversas especialidades médicas tais como Ginecologistas e Urologistas na busca pela detecção precoce das neoplasias.

O avanço do tratamento oncológico com novas terapias como imunoterapia e terapia alvo na oncologia trazem importantes resultados nas análises de sobrevida nos diversos estudos. O uso de biomarcadores e Perfil mutacional revoluciona a oncologia e personaliza a terapia oncológica.

Dessa forma, é imprescindível se falar dos anticorpos monoclonais tais como Nivolumabe e Pembrolizumabe que bloqueiam a ligação do receptor de morte celular programada (PD-1) aos seus ligantes PD-L1 e PD-L2 gerando assim a resposta imune contra as células tumorais5.

Com isso, houve grandes ganhos em sobrevida em neoplasias malignas sólidas como melanoma e outros carcinomas como pulmão, bexiga, rim e cólon nos cenários de doença avançada. Além da imunoterapia, há que se falar dos drivers genes em Câncer de pulmão e o seu perfil molecular como EGFR e ALK que possibilitam o uso de medicações da classe dos inibidores de Tirosina quinases (TKI) como Erlotinibe, Gefitinibe, Crizotinibe e Alectinibe (este ainda não aprovado no Brasil) os quais são menos tóxicos e possuem maiores taxas de resposta e sobrevida do que a tradicional quimioterapia baseada em platina6.

Outro item importante são os testes moleculares na busca de biomarcadores através de biópsias de tecido tumoral ou mesmo da biópsia líquida através da coleta de sangue periférico onde se busca DNA circulante de células tumorais7.

Uma novidade recente no Brasil é a aprovação do uso do anticorpo monoclonal anti-VEGFR-2 Ramucirumabe que ocorreu em Março de 2018 para tratamento de carcinomas avançados no Cólon e no Pulmão não pequenas células8,9. Além disso, uma grande inovação veio dos Estados Unidos da América onde em Maio de 2017 foi aprovada a terapêutica antineoplásica agnóstica, a qual está baseada apenas na composição genética do paciente10.

Nesse contexto, o Pembrolizumab foi aprovado nos EUA para adultos e crianças com tumores sólidos que possuem alterações genômicas específicas como a instabilidade microssatélite (MSI-H) ou deficiência na correção de incompatibilidade (MMR). Com esta aprovação, alguns pacientes nos EUA portadores de vários tipos de câncer resistentes ao tratamento ganharam uma opção de tratamento altamente eficaz para controlar a doença, potencialmente a longo prazo. Desse modo, os testes para deficiência de MMR ou MSI-H farão parte do diagnóstico de rotina para muitos pacientes com tumores sólidos nesse país.

Muitas pesquisas promissoras estão em evolução como os trabalhos com Larotrectinibe que tem como alvo seletivo uma anormalidade genômica rara, a fusão gênica da quinase do receptor da tropomiosina (TRK) sendo essa anormalidade detectada em aproximadamente 0,5% a 1% de muitos cânceres comuns. Mais de 90% de certas neoplasias malignas raras, como câncer de glândula salivar, câncer de mama pediátrico e fibrossarcoma infantil, têm fusões TRK11.

Nos estudos com adultos e crianças, a taxa de resposta do tratamento foi de quase 80%.  Da mesma maneira, o Olaparibe, um inibidor de PARP aprovado no Brasil para tratamento de Câncer de Ovário seroso de alto grau avançado com mutação BRCA 1 e BRCA 2 após uso de platina por menos de 6 meses, mostrou benefício no tratamento do Câncer de Mama avançado com mutação BRCA 1 e 212.

Um outro inibidor de PARP, o Rucaparibe está sendo estudado para tratamento de Câncer de ovário com mutação BRCA avançado e tem apresentado bons resultados. Revolução também aconteceu no câncer de próstata avançado onde se viu que a adição de Abiraterona a terapia padrão de privação de andrógenos aumenta a sobrevida e as taxas de respostas com menos toxicidade e melhor tolerância do que a quimioterapia padrão13.

Por final, está se desenvolvendo novas terapêuticas em tratamento com o Glioma grau IV ou Glioblastoma(GBM)como o TTF que se apresenta como uma terapia com campos elétricos de baixa densidade que retardam o crescimento celular através do bloqueio de divisão celular sendo uma opção de tratamento pós cirurgia e quimioradioterapia sendo o risco de morte reduzido em 37% em comparação a quimioterapia isolada.

Além disso , sabe-se o biomarcador genômico, a metilação do gene O6-metilguanina-DNA metiltransferase (MGMT), prevê melhores resultados em pacientes com GBM tratados com quimioterapia e radioterapia14.

Afinal, o tratamento do Câncer é um grande desafio para todos, médicos e pacientes, e o CON está sempre buscando estratégias de qualidade no atendimento integral dos pacientes oncológicos.”

Texto elaborado pelo Dr. Tiago Pontes, Oncologista do CON

Referências

  1. http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/estimativa-2018.pdf
  2. Peto R, Darby S, Deo H, et al. Smoking, smoking cessation, and lung cancer in the UK since 1950: combination of national statistics with two case-control studies. BMJ 2000; 321:323.
  3. http://www1.inca.gov.br/situacao/arquivos/ocorrencia_sobrevida.pdf
  4. Migowskil A, Azevedo G. Sobrevida de fatores prognósticos de pacientes com Câncer de próstata clinicamente localizado. Rev Saúde Pública 2010;44(2):344-52
  5. Reck M, Rodríguez-Abreu D, Robinson AG et al. Pembrolizumab versus Chemotherapy for PD-L1-Positive Non-Small-Cell Lung Cancer. N Engl J Med. 2016;375(19):1823.
  6. Lee CK, Brown C, Gralla RJ et al. Impact of EGFR inhibitor in non-small cell lung cancer on progression-free and overall survival: a meta-analysis. J Natl Cancer Inst. 2013;105(9):595. Epub 2013 Apr 17.
  7. Abbosh C, Birkbak NJ, Wilson GA et al. Phylogenetic ctDNA analysis depicts early-stage lung cancer evolution. 2017;545(7655):446
  8. Tabernero J1, Yoshino T2, Cohn AL3 et al. Ramucirumab versus placebo in combination with second-line FOLFIRI in patients with metastatic colorectal carcinoma that progressed during or after first-line therapy with bevacizumab, oxaliplatin, and a fluoropyrimidine (RAISE): a randomised, double-blind, multicentre, phase 3 study. Lancet Oncol. 2015 May;16(5):499-508
  9. Garon EB1, Ciuleanu TE2, Arrieta O3 et al. Ramucirumab plus docetaxel versus placebo plus docetaxel for second-line treatment of stage IV non-small-cell lung cancer after disease progression on platinum-based therapy (REVEL): a multicentre, double-blind, randomised phase 3 trial. Lancet. 2014 Aug 23;384(9944):665-73.
  10. Flaherty KT1, Le DT1, Lemery S1. Tissue-Agnostic Drug Development. Am Soc Clin Oncol Educ Book. 2017;37:222-230
  11. Drilon A1, Laetsch TW1, Kummar S1 et al. Efficacy of Larotrectinib in TRK Fusion-Positive Cancers in Adults and Children. N Engl J Med.2018 Feb 22;378(8):731-739.
  12. Dizdar O1, Arslan C2, Altundag K3 et al. Advances in PARP inhibitors for the treatment of breast cancer. Expert O Pharma. 2015;16(18):2751-8.
  13. Francini E1, Yip S2, Ahmed S2 et al. Clinical Outcomes of First-line Abiraterone Acetate or Enzalutamide for Metastatic Castration-resistant Prostate Cancer After Androgen Deprivation Therapy + Docetaxel or ADT Alone for Metastatic Hormone-sensitive Prostate Cancer. Lin Genit Cancer. 2017 Dec 27. pii: S1558-7673(17)30398-1.
  14. Happold C1, Stojcheva N1, Silginer M1 et al.   Transcriptional control of O6 -methylguanine DNA methyltransferase expression and temozolomide resistance in glioblastoma.J Neurochem 2018 Feb 26.

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16 de outubro de 2017 Equipe CONDicas e Orientações0
por Samyra Figueira, Fisioterapeuta do CON.

Sendo para ajudar a prevenir e melhorar as condições da paciente, que podem ter complicações físicas imediatas ou tardias, bem como limitação da movimentação do ombro e do cotovelo, linfedema, fraqueza muscular, infecção, dor e fraqueza, alterações de sensibilidade e de função do lado da cirurgia, colocando em risco as atividades de vida diária. O Fisioterapeuta especializado ajudará a recuperar o que foi perdido. Explico abaixo um pouco mais sobre a aplicação da fisioterapia em diferentes casos que envolvem o tratamento do câncer de mama:

Fisioterapia no caso de Linfedema

O Linfedema é uma complicação. A cirurgia de câncer de mama tem por objetivo a remoção mecânica de todas as células malignas presentes junto ao câncer. O esvaziamento axilar, é realizado para o controle da doença na axila, avaliação de prognóstico, no que se refere à recidiva local e à distância, e orientar a terapêutica complementar. Após a mastectomia pode haver a retirada dos gânglios linfáticos axilares total ou não. Na paciente que houve a retirada total (esvaziamento axilar) corre o risco de desenvolver linfedema de membro superior, perda de mobilidade no ombro e limitação no uso funcional de braço e mão, mas há tratamento com o Fisioterapeuta especializado.

Fisioterapia no Pré-operatório de mama

A abordagem da Fisioterapia inicia-se no pré-operatório. As mulheres são orientadas quanto à postura que irão adquirir no pós-cirúrgico e a importância da aderência à reabilitação. Quanto mais precoce forem orientados os exercícios, mais rapidamente a mulher responderá ao tratamento por isso que o Fisioterapeuta é fundamental nesse momento.

Fisioterapia no Pós-operatório de mama

Após o 15 dia da cirurgia é importante ter um profissional (Fisioterapeuta) para ajustar os exercícios de mobilização do membro do lado da cirurgia, deverão ter a sua movimentação limitada, incluindo exercícios posturais simples, levando-se sempre em conta as dificuldades individuais de cada paciente. As pacientes submetidas ao tratamento fisioterápico diminuem seu tempo de recuperação e retornam mais rapidamente às suas atividades cotidianas, ocupacionais e desportivas, readquirindo amplitude em seus movimentos, força, boa postura, coordenação, autoestima e melhorando sua qualidade de vida.

Fisioterapia na melhora da movimentação do braço do lado da cirurgia

Após a cirurgia, superproteger o lado da cirurgia não movimentando o braço é muito comum. Para conseguir a melhora do movimento completo do braço só é possível, por movimentação periódica deste membro, evitando utilizar a força. Alguns fatores podem levar à diminuição dessa movimentação como a própria cirurgia e a inatividade ou imobilização do membro. Em casos de realização da Mastectomia Radical, os músculos peitorais maior e menor são removidos, resultando em diminuição na força e a função do membro superior envolvido. Na retirada de um segmento, pode ocorrer também, alterações dessa função desse membro. Ajuda de um Fisioterapeuta especializado é fundamental.

Quer saber mais dicas e orientações para pacientes com câncer, leia nosso conteúdo sobre os direitos do paciente com câncer. Se preferir, leia também sobre como detectar e primeiros sinais de câncer de mama.

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Saber os direitos do paciente portadores de neoplasia é imprescindível para quem está passando por essa situação. Além dos custos e estresse, o momento pode gerar algumas facilidades e benefícios. Afinal, há uma série de direitos assegurados por lei, mas o que falta na maioria dos casos é o conhecimento desses direitos e os caminhos para consegui-los.

Saiba quais são eles neste conteúdo e evite perder a chance de utilizar aquilo que é seu por direito. Confira!

Você também pode baixar o PDF ao final do artigo e ver ainda mais informações.

Auxílio-doença

Este é um benefício mensal proporcionado pela Previdência Social, destinado a quem permanece mais de 15 dias incapacitado de trabalhar por estar enfrentando o câncer. Para verificar a veracidade da situação, é feita uma perícia médica realizada pela própria Previdência Social.

Não tem direito ao benefício, quem já tiver doença ou lesão que gere a invalidez temporária. Entretanto, se a incapacidade for oriunda do agravamento da enfermidade, é sim possível requerer o benefício.

Para obter o auxílio-doença o paciente deve comparecer, pessoalmente ou por intermédio de um procurador, a uma agência da Previdência Social para preencher o requerimento e apresentar os documentos necessários. Isso também pode ser feito acessando o site ou pelo telefone gratuito 135.

Faça download do arquivo disponível ao final do artigo e tenha mais informações.

Saque do FGTS

Todos trabalhadores com carteira assinada possuem uma conta bancária vinculada ao FGTS. Contudo, somente é possível sacá-lo em casos específicos, como o de pacientes com câncer, AIDS ou em estado terminal.

Para solicitar o saque de FGTS é necessário procurar uma agência da Caixa Econômica Federal e apresentar a documentação necessária. Os direitos do paciente com câncer indicam que o valor deve ser disponibilizado em até cinco dias úteis, contados a partir da solicitação.

Veja mais detalhes no arquivo para download, ao final desse artigo, com relação a lista de documentação exigida na Caixa Econômica Federal e, inclusive, um modelo de atestado, caso precise.

Isenção do imposto de renda

Os direitos do paciente com câncer englobam a isenção deste tipo de imposto. Benefícios previdenciários, como auxílio-doença e auxílio-acidente também são isentos da incidência.

Para obter o benefício, o paciente deve procurar o órgão responsável pelo pagamento de sua aposentadoria, pensão ou reforma (INSS, União, Estado ou Município) e requerer sua isenção do Imposto de Renda.

Faça o download do arquivo ao final do artigo e tenha mais informações.

Compra de veículos

Os direitos do paciente com câncer também alcançam o campo de veículos automotivos. É possível que haja isenção de impostos, como:

  • IPVA
  • IOF
  • ICMS
  • IPI

O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é um tributo estadual e por isso devem ser procurados os Detrans e Secretarias Estaduais da Fazenda para ver como é o funcionamento nessas regiões. As concessionárias e revendedoras também costumam dar suporte e orientar os clientes quanto à possibilidade de usufruir do benefício tributário.

O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é um tributo federal, que incide sobre a fabricação dos produtos produzidos em território nacional. Pacientes com câncer podem se beneficiar da isenção desse imposto. Entretanto, somente os três motoristas podem ser autorizados a dirigir o veículo adquirido através deste benefício.

Veja mais informações sobre os direitos de paciente portadores de neoplasia.

Quitação do financeiro da casa própria

Pacientes com invalidez total por conta do câncer possuem direito à quitação do financiamento da casa própria, desde que a doença tenha sido diagnosticada após a assinatura do contrato de compra do imóvel.

Ao pagar as parcelas do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o proprietário também paga um seguro que garante o pagamento do imóvel em caso de invalidez ou morte.

Os direitos do paciente com câncer são diversos e você deve procurar saber cada vez mais para usufruir dos benefícios. Aproveite as isenções para conseguir direcionar melhor a verba para medicamentos e outros itens que contribuam à sua recuperação. Você pode conferir todos eles aqui.

Para facilitar o entendimento dos Direitos dos Pacientes Portadores de Neoplasia, compilamos as informações acima e outros dados importantes no Guia de Direitos Sociais do Paciente Oncológico.

Baixar Guia de Direitos Sociais do Paciente Oncológico



O CON agora oferece um horário especial para atender aos pacientes que precisem realizar aplicação de medicamentos não oncológicos como Remicade, Orencia, Humira, Pegintron, entre outros. 

Como realizar a aplicação dessas medicações? 

Para aplicação de medicamentos não oncológicos pelo CON é preciso que: 

1 – O médico assistente encaminhe o paciente com a prescrição para o CON São Francisco; 
2 – A equipe do CON solicite a autorização junto ao plano de saúde para realizar a aplicação da medicação;
3 – A equipe de enfermagem aplique a medicação no paciente após autorização. 

Conheça nosso site e consulte nossa lista de convênios.



No CON o paciente também recebe assistência no que diz respeito a cuidados paliativos. Sob a perspectiva da importância de um atendimento humanizado e holístico para pacientes com câncer, o CON possui uma equipe de especialistas preparada para oferecer o que há de melhor em tratamento clínico, empenhada em buscar soluções para a redução de sintomas do paciente oncológico. Converse com o seu médico e se informe sobre que tipos de cuidados paliativos você ou algum familiar seu pode receber para ter um maior conforto durante o tratamento do câncer.

O que são Cuidados paliativos?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002: “Cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.

Nas fases iniciais do câncer, o tratamento geralmente é agressivo, com objetivo de cura ou remissão da doença, e isso é compartilhado com o doente e sua família de maneira otimista. Quando o câncer já se apresenta em estágio avançado ou evolui para essa condição mesmo durante o tratamento com intenção curativa, a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo do câncer se impõe para garantir qualidade de vida através de seus procedimentos.

O término de uma terapia curativa para o câncer não significa o final de um tratamento ativo, mas de mudanças com relação aos focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo do câncer não são mutuamente excludentes e propõe que “muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença, em conjunto com o tratamento oncológico ativo”. Os tratamentos são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até a morte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para um melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes tanto relacionados ao tratamento do câncer quanto à evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de câncer em fase avançada, onde algumas modalidades de tratamento cirúrgico e radioterápico são essenciais para o controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que atingem o paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, sempre respeitando os limites do próprio paciente.

Os princípios dos cuidados paliativos são:

  • Fornecer alívio para a dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispneia e outras emergências oncológicas.
  • Reafirmar a vida e a morte como processos naturais.
  • Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico no cuidado ao paciente.
  • Não apressar ou adiar a morte.
  • Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
  • Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até a sua morte.
  • Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.
  • Os pontos considerados fundamentais no tratamento do câncer são:
  • A unidade de tratamento compreende o paciente e a sua família.
  • Os sintomas do paciente devem ser avaliados rotineiramente e gerenciados de forma eficaz através de consultas frequentes e intervenções ativas.
  • As decisões relacionadas à assistência e tratamentos médicos devem ser feitos com base em princípios éticos.
  • Os cuidados paliativos devem ser fornecidos por uma equipe interdisciplinar, fundamental na avaliação dos sintomas em todas as suas dimensões, na definição e condução dos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, imprescindíveis para o controle de todo e qualquer sintoma do câncer.
  • A comunicação adequada entre equipe de saúde, familiares e pacientes é a base para o esclarecimento e favorecimento da adesão ao tratamento do câncer e aceitação da proximidade da morte.

Os cuidados paliativos modernos estão organizados em graus de complexidade que se somam a um cuidado integral e ativo aos pacientes. Os cuidados paliativos gerais referem-se à abordagem ao paciente a partir do diagnóstico da doença em progressão, atuando em todas as dimensões dos sintomas do câncer. Cuidados paliativos específicos são requeridos ao paciente nas últimas semanas ou nos últimos seis meses de vida, no momento em que se torna claro que o paciente encontra-se em estado progressivo de declínio. Todo o esforço é feito para que o paciente com câncer permaneça autônomo, com a preservação do seu autocuidado e próximo aos seus entes queridos. Os cuidados ao fim de vida referem-se, em geral, aos últimos dias ou últimas 72 horas de vida. O reconhecimento dessa fase pode ser difícil, mas é extremamente necessário para o planejamento do cuidado e preparo do paciente e sua família para um possível óbito. Mesmo após o óbito do paciente, a equipe de cuidados paliativos deve dar a devida atenção ao processo de morte: como ocorreu, qual o grau de conforto e que impactos trouxe aos familiares e à própria equipe interdisciplinar. A assistência familiar pós-morte pode e deve ser iniciada com intervenções preventivas.

FONTE: Inca – www.inca.gov.br



Tratamentos, procedimentos e exames

Quimioterapia

O tratamento de quimioterapia utiliza medicamentos que interrompem ou retardam o crescimento de células do câncer, que crescem e se dividem rapidamente.

Algumas vezes, a quimioterapia é usada como único tratamento contra o câncer. Porém, frequentemente, o paciente passa por quimioterapia em associação a cirurgia, radioterapia ou terapia biológica. Dessa forma, a quimioterapia pode ser classificada em:

– Quimioterapia neoadjuvante: Diminui o tamanho do tumor antes da cirurgia ou radioterapia a fim de facilitar sua remoção nesses procedimentos.

– Quimioterapia adjuvante: Destrói células cancerosas que podem permanecer no organismo depois da cirurgia ou radioterapia.

– Quimioterapia paliativa: reduz as dimensões do câncer e melhora a qualidade de vida do paciente em um quadro no qual há impossibilidade de realização de cirurgia.

No CON são realizados dois tipos de quimioterapia: a ambulatorial e a infusional.

A quimioterapia ambulatorial é realizada de forma ambulatorial onde o paciente recebe a sua medicação e retorna a sua residencia não necessitando nenhum tipo de internação.

A quimioterapia infusional utiliza um cateter, que é aplicado em uma veia para a infusão de medicamentos no paciente. Esse tipo de quimioterapia é feita em regime ambulatorial e não há necessidade de o paciente permanecer internado após o procedimento, pois o tratamento é bastante seguro e confortável.

Hormonioterapia

Determinados tumores, como os de mama e os de próstata, crescem por causa da presença desregulada dos hormônios estrogênio e testosterona. A hormonioterapia é um tipo de tratamento do câncer que impede a ação desses hormônios no organismo, bloqueando ou suprimindo o seu efeito sobre os órgãos nos quais atuam.

No caso do câncer de mama, a hormonioterapia costuma ser mais utilizada em pacientes que estejam no período pós-menopausa, época quando a mulher apresenta, em geral, tumores com elevadas concentrações de receptores de estrogênio e progesterona. No entanto, esse tratamento pode ser usado com sucesso também na pré-menopausa, desde que os tumores exibam receptores hormonais positivos.

Geralmente, a hormonioterapia é utilizada em associação, concomitante ou não, com a quimioterapia (no caso de câncer de mama e do sistema hemolinfopoético), com a cirurgia (no caso de câncer de endométrio) e com a radioterapia (no caso do câncer de próstata).

Imunoterapia

A imunoterapia é o tratamento que promove a estimulação do sistema imunológico por meio de substâncias que modificam a resposta biológica. O tratamento é importante para os pacientes com câncer, pois, muitas vezes, o sistema imunológico não consegue rotular o aparecimento do tumor como prejudicial, deixando de eliminar a célula defeituosa ou de impedir o seu crescimento. O tratamento acontece por meio da aplicação de substâncias que ativam a resposta imune antitumoral no organismo, potencializando a capacidade natural do sistema imunológico em reconhecer as células doentes como antígenos e impedir a sua reprodução.

Pulsoterapia

Procedimento que tem o objetivo de administrar altas doses de medicamentos ao paciente durante curtos períodos de tempo. A Pulsoterapia é comumente utilizada na administração de corticóides, como a metilprednosolona, e de ciclofosfamida.

Heparinização de cateter

O cateter é um dispositivo de silicone especial implantado no corpo do paciente para viabilizar a coleta de exames e a infusão de medicamentos. A Heparinização de cateter é a injeção de solução anticoagulante na extensão do cateter para evitar o refluxo do sangue e, consequentemente, a obstrução do dispositivo. Esse procedimento previne, ainda, o aparecimento de infecções relacionadas ao cateter.

Terapia-Alvo

A terapia-alvo é um tratamento do câncer que utiliza medicamentos que agem de forma inteligente no organismo, impedindo, assim, a proliferação de células tumorais sem atingir as células saudáveis, e com menos efeitos colaterais ao paciente. Por possui uma ação dirigida a um alvo molecular específico, a terapia-alvo pode ser mais eficaz do que outros tipos de tratamento, incluindo quimioterapia e radioterapia, dependendo de cada caso.

Esse tipo de terapia age diminuindo o estímulo do crescimento de tumores, que atuam diretamente em determinadas proteínas de crescimento que estimulam a rápida proliferação de células tumorais. Dessa forma, proteínas como a chamada CD20 em alguns tipos de linfoma, a Her-2 em alguns casos de câncer de mama, a EGFR em alguns tipos de câncer de pulmão ou a VEGF em cânceres de rim, fígado, mama, cólon e pulmão, podem ser alvejados por estes medicamentos. Assim, as drogas-alvo utilizadas nesse tipo de terapia são, muitas vezes, as melhores opções de tratamento para diversos tumores, por serem mais bem toleradas do que os quimioterápicos tradicionais.

Mielograma

Exame de grande importância para o diagnóstico (análise das células) e para a avaliação da resposta ao tratamento do câncer, indicando se, morfologicamente, as células leucêmicas foram erradicadas da medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços (leve camada de matéria orgânica) em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.

Biopsia de medula óssea

Procedimento para o diagnóstico do câncer em que é retirado um pequeno fragmento de tecido da medula óssea através de uma agulha. Depois disso, essa amostra de tecido será analisada em laboratório de anatomia patológica para determinar a extensão da disseminação da doença.



– Aumentar a ingestão de líquidos (água, de um litro e meio a dois litros, água de coco e sucos).

– Aumentar o consumo de preparações laxativas, como suco de laranja, vitamina de ameixa, mingau de aveia, suco de mamão, iogurte, pães integrais, abacate e caqui.

– Ingerir alimentos fibrosos e folhosos: couve, brócolis, espinafre, bertalha.

– Comer mais legumes, como abóbora, beterraba e abobrinha.

– Utilizar frutas frescas e com casca: mamão, laranja, acerola e ameixa.

– Ingerir leguminosas, como feijão, soja, lentilha e grão de bico.

– Consumir mel, granola e aveia.



– Escolher alimentos apetitosos.

– Utilizar alimentos bem temperados e naturais, dando ênfase ao aroma e à textura. Usar temperos como salsinha, cebolinha, manjericão, coentro, manjerona, alho, cebola, alecrim, coentro, hortelã e orégano.

– Utilizar derivados do leite e preparar vitaminas utilizando frutas e sorvetes de sabores variados, como morango, acerola, abacaxi, mamão e baunilha.

– Ingerir sucos cítricos como laranja, abacaxi, limonada.

– Inserir aves, peixes, ovos e massas na dieta alimentar.

– Incrementar receitas com cremes, molhos e caldos exóticos.

– Fazer a higienização da boca e garganta por meio de bochechos com sal e bicarbonato.

– Evitar excesso de café e chá.

– Evitar alimentos excessivamente quentes.


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